segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sinnoh Dreams #6 - Route 204 e seus mistérios.

Passaram alguns dias desde quando eu ganhei a insígnia do Carvão. Depois de conversarmos, decidimos ir juntos pela rota 204. Passamos por uma outra rota, que não passava por Jubilife, então nos perdemos rápido.

— Me diz que você sabe para onde estamos indo. — Pergunto a Lukas, que observava o mapa e em seguida olhava para o campo em nossa frente.

— Bem... Eu não gosto de mentir.

— Porcaria! Cadê a utilidade disso aqui? — Falo, mexendo no meu Pokétch. Nada serviria naquele momento.

— Dawn, chame o Swablu para ajudar Drifloon na procura de algum lugar pra ficar. — Lukas sugre, vendo que algumas nuvens negras se acumulavam.


Depois de ficarmos em baixo de uma árvore, claro que com James em cima dela se preparando para absorver qualquer trovão, Swablu e Drifloon chegam, apontando para uma casa, bem velha e um pouco distante. O pior é que nós não tínhamos percebido ela antes. Mesmo retrucando, Dawn e Lukas foram, e não me restavam opções, então adentrei a casa junto a meus amigos. Batemos na porta, sem sucesso. Então abrimos a porta, visto que um pássaro gigante e amarelo cruzou os céus, batendo suas asas e causando um trovão. Caímos dentro da casa, e a porta se fecha, num estrondo. A escuridão dominava o lugar, até Monferno sair da pokéball usar suas chamas para acender uma tocha, e em seguida toda a parede se acende.

— Olá. — Diz uma voz. Dawn olha para Lukas, e logo em seguida para mim, ou para o local onde eu estava antes de me esconder atrás de uma pilastra, tremendo. Sem pensar muito ela se agarra em Lukas, que tinha em mãos a pokéball de Grotle, seu pokémon mais poderoso. Monferno se posiciona ao lado de Dawn, e eu libero Louis, afinal qualquer ajuda é boa. A voz agora se mostrava uma mulher velha, já na casa dos oitenta.


Seu sorriso era ameaçador, e sua bengala parecia ser bem dura, perfeita para um assassinato. Bem, talvez eu esteja um pouco assustado...

— Oh, são apenas crianças. — Ela diz. — Que chuva, não? — Ela diz, passando por nós até um interruptor, acendendo a luz elétrica. — Podem passar a noite aqui, a casa é de vocês. Gengar, mostre o quarto a eles. — Um Gengar aparece atrás dela e vai flutuando para cima das escadas. Lukas e Dawn sobem atrás deles, sem desconfiar de nada. Eu encaro a velha por um tempo, e ela encara de volta.

— Não é muito educado ficar encarando. Talvez eu tenha que "cuidar" de você. — Ela dá um sorriso maléfico. Me apresso em subir as escadas e vou falar com Lukas, que estava arrumando umas coisas em seu quarto.

— Não notou algo estranho nela? — Pergunto.

— Tipo...? É tão estranho ela aceitar três jovens para passar a noite durante uma tempestade e ter um Gengar como companhia? — Lukas diz. Então ele pensa um pouco. — Pensando bem, é. — Então ouvimos um grito, era a voz de Dawn. 

— Dawn! — Gritamos ao mesmo tempo e corremos para o corredor, e os gritos param. Vamos para o quarto de Dawn, mas ela não estava lá, apenas a mulher que nos acolheu. — Senhora... Acho que a chuva já passou. Nós vamos embora. Você viu a nossa amiga? — Pergunto. 
 — Sim. Acabei de vê-la. Logo vocês irão encontrá-la! — Ela se vira e estica um dedo, fazendo sombras virem em nossa direção e nos envolver, girando muito rápido ao nosso redor. Não tinha como escapar, e o tornado estava nos deixando sem ar. Quando prestes a encarar a morte, ouço a voz de Dawn:
   — Morgana, Confusion! — O ataque faz Gengar bater em uma parede e ficar desorientado, fazendo o tornado de sombras sumir. Pego a pokéball de James e o libero. A velha se apoiava em uma parede enquanto algo saía de dentro dela.


Morgana e Dawn entram no quarto também. Lukas ainda recuperava o oxigênio enquanto eu ordenava James para atacar Gastly.
   — James, se ele se recuperar nós todos morreremos! — Digo, vendo Gastly tentando se livrar da Confusão. Gengar aparece ao seu lado, também no mesmo estado. — Ataque com força máxima: Discharge!


Shinx pula coberto em raios e eletricidade atingindo Gengar e Gastly e quebrando a parede em seguida. O meu pequeno leão elétrico cai junto com eles, mas não some como os fantasmas. 

++++++

Assim que ajudamos a velha, saímos da casa. Ao nos virarmos para vê-la, a casa tinha sumido. Na verdade, eu conseguia ver algo invisível sair flutuando para longe, e a velha dando um sorriso de uma das janelas.

— Bom... Agora que passamos por uma experiência quase mortal, que tal um almoço? — Dawn brinca.

— Certo, eu cozinho. — Falo.

— Na-na-ni-na-não. — Dawn diz. — Você cozinhou da última vez, agora sou eu! — Ela diz. — Monferno vai me ajudar. Vá treinar um pouco, evolua o Louis para termos uma batalha equilibrada! 

— Certo... — Resolvo obedecê-la, e corro para a floresta enquanto Lukas batalhava com alguns Nidoran.

— Hm... Louis, que tal treinarmos um pouco? — Pergunto, liberando meu pequenino pokémon pinguim, que vira a cara. — Hey, você tem que treinar para evoluir! Eu tive uma ideia! — Voltamos para o campo aberto, e Piplup vai para o meio de uma colina. James estava em minha frente.

— James, use Discharge com Swift para jogar estrelas eletrizadas em Louis!  — Louis se assusta, e começa a correr de um lado para o outro, então é acertado por uma das estrelas.



— James, use Discharge! — James pula contra o redemoinho criado por Piplup envolto em raios, causando um lindo efeito ao entrar no turbilhão de água, que logo se desfaz e James acerta Louis.

   — Louis, se levante e use Bubblebeam! — Assim que eu termino de falar, um morcego desce do céu e agarra Piplup, levando-o embora. Era um Gliscor. James e eu corremos atrás dele, mas como os ataques de James eram inefetivos em Gliscor, era inútil. Então voltamos para o acampamento. Swablu e Drifloon procuraram por horas, mas não acharam nada. Já estava de noite. Seria minha primeira noite desde o começo da jornada sem o Louis, não sabia se estava preparado para isso... Alguns minutos se passaram e eu consegui dormir.
    James me empurrava com sua pata, me acordando. Então ele pede para eu segui-lo, e eu o faço. Chegamos em uma parte mais afastada da floresta.

— O que foi, James? — Falo, esfregando os olhos.

Shinx! Shi! — Ele diz, ficando em duas patas e dando alguns socos no ar antes de cair.

— Você quer treinar, não é? — Pergunto. Ele assente, alegre. Então passamos a noite melhorando a mira e a força dos ataques elétricos dele. Até que...

— Vamos, você consegue! — Digo, incentivando James a tentar mais um Discharge para quebrar uma rocha. Ele consegue! Em seguida, um Donphan sai de entre as árvores e acerta James com um Rollout.


— James! — Corro para ver meu pokémon, mas sou barrado por algo fino que brilhava como metal. Era um Raichu usando Iron Tail e me prendendo contra uma árvore. Ele me encarava, querendo hesitar, mas não podia.
   — Sparkey? — Era o nome do Pikachu do meu pai, que eu brincava quando criança. Ele hesita e sua cauda volta ao normal. Ele pula para o outro lado do campo, assim como Donphan. Sparkey aponta para mim, e Donphan usa Rollout novamente, só que dessa vez vindo contra mim. James, que estava entre nós, começa a brilhar.
   — James... — Falo, vendo ele se transformar em um Luxio e parar Donphan com um Iron Tail.


   — Um homem aparece ao lado de Donphan e Sparky. Ele dobra o braço e o Gliscor pousa em seu braço. Ele também segurava Louis em seu colo. — ... — Ele me encara, e depois retorna seus pokémon. Logo em seguida, o homem deixa Louis no chão e pula, bem a tempo de seu Flygon passar por baixo dele e levá-lo. Corro até Louis, que dormia, em perfeito estado. Observo o homem fugindo com seu Flygon enquanto Lukas e Dawn chegam no local aonde eu estava e me enchiam de perguntas.
   — Ele é meu pai. — Digo, por fim, e acabando com todas as perguntas deles. Com certeza era meu pai, o mesmo jeito misterioso, os cabelos negros caindo em seu rosto de forma desalinhada. Eram as únicas coisas que eu me lembrava dele. Depois de tudo aquilo, eu só tinha uma certeza: Nós voltaríamos a nos ver. 
   Arrumamos nossas coisas e andamos mais um pouco, chegando finalmente em Floaroma, a cidade das flores. curamos nossos pokémon e alugamos os quartos. Lukas foi comprar algumas coisas no PokéMart e Dawn foi se inscrever no Contest, que seria no dia seguinte, me deixando sozinho. Resolvo sair para arejar, sentir o aroma das flores que diziam ser tão bom. Mas eu só sentia cheiro de fumaça. Demorei um tempo até perceber que realmente era fogo, vindo de dentro de um bosque. Corro até lá e vejo uma casa em chamas, e dois homens com o uniforme de "G" observando ao lado de seus Houndoom's.

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3 comentários:

  1. Capitulo perfeito, James finalmente evoluiu e se tornou um Luxio lindo! <3 Vire Luxray logo, meu Poke preferido. =3 A batalha também foi boa, mas o que mais deixou mistério foi a velhinha da casa assombrada. Solucione a conta: Temporal+Casa no meio da floresta=velhinho/velhinha amigável que vai te dar moradia. Sempre assim no mundo Pokemon. =3 Mas tenho certeza que essa velhinha vai voltar a aparecer na Fanfic!

    #Continue
    #LuxioJamesDivoSambaEmTodos

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  2. Amei o capítulo, as batalhas foram muito boas. A aparição da Agatha foi bem misteriosa, assim como a do pai do protagonista. Luxio muito divo, gostei =PP Continue, está muito bom ^^

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  3. Eu juro que quando vi a velha me lembrei de Hansel e Gretel com ela os levando para a casa dos doces... A evo foi perfeita e a batalha também, continue ^^

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